Prática agrícola sustentável e o desenvolvimento ambiental goiano
DOI:
https://doi.org/10.47456/bjpe.v11i4.50231Palavras-chave:
desenvolvimento rural sustentável, produção orgânica, conservação de recursos naturais, desenvolvimento ambiental, cluster hierárquico, random forestResumo
Considerando o papel estratégico do estado de Goiás na economia brasileira e sua influência no desenvolvimento ambiental, esta pesquisa avalia a sustentabilidade agrícola no estado com base na formação de clusters. Utilizando a metodologia de cluster hierárquico, os municípios foram agrupados com uso das seguintes variáveis: área de reserva legal, preservação permanente, déficit hídrico, condições de pastagens, produção orgânica e prática agrícola sustentável. A aplicação do algoritmo Random Forest permitiu identificar a prática agrícola sustentável como a variável de maior impacto na diferenciação dos grupos. Os resultados indicam que apenas 12% dos municípios goianos possuem altos índices de propriedades rurais com práticas agrícolas sustentáveis, sendo a agricultura familiar um fator determinante para essa adesão. As disparidades regionais demonstram que enquanto algumas áreas, como Catalão, Jataí e Rio Verde, apresentam maior integração com cadeias produtivas sustentáveis, outras regiões enfrentam barreiras estruturais que dificultam a adoção dessas práticas. Diante desses achados, a pesquisa ressalta a importância de políticas públicas direcionadas, como o PRONAF, o CAF e programas de incentivo à integração de práticas como a agricultura familiar, que podem ampliar o impacto das práticas sustentáveis no estado. A implementação de estratégias voltadas para integração entre manejos convencionais e técnicas sustentáveis é essencial para fortalecer a sustentabilidade agrícola e promover o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
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