Primo Levi: Ciencia, literatura y la crisis de la racionalidad en "La mariposa angelical"
DOI:
https://doi.org/10.47456/20263701Palabras clave:
Holocausto; Primo Levi; Historiografía.Resumen
Este artículo analiza la obra de Primo Levi a partir de la articulación entre literatura, ciencia y la crisis de la racionalidad en el siglo XX, con énfasis en su producción ficcional. Se propone un enfoque metodológico que vincula los estudios históricos y de la memoria con los textos literarios de Levi, ampliando los horizontes de la historiografía ante eventos extremos como el Holocausto. La aproximación toma como referencia la perspectiva formulada por Ivan Jablonka, que combina rigor documental, sensibilidad narrativa y compromiso ético, permitiendo pensar la ficción como un medio legítimo de construcción del conocimiento histórico. El artículo se estructura en tres ejes: 1) la historiografía que sitúa a Levi como testigo “ejemplar”, contrapuesta a la riqueza narrativa y epistemológica de su obra literaria; 2) la crítica de Levi a la racionalidad científica moderna, discutida a la luz de la “gramática de la ciencia” de Ludwig Wittgenstein; y 3) el análisis del cuento Mariposa Angélica, del libro Historias Naturales, como ejemplo de la crítica de Levi a la tecnociencia nazi y al lenguaje científico como instrumento de violencia. Al integrar teoría, literatura e historia, el estudio propone una lectura renovada de la obra de Levi y de sus potencialidades para la escritura de la historia.
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